5 artistas goianos que vale a pena acompanhar

Por Cecilia Fernandes - segunda-feira, janeiro 28, 2019


A graduação me possibilitou entrar em contato com diversas pessoas, personalidades e aptidões que até então não faziam parte da minha realidade, do meu ciclo social. O instituto em que se localizam os cursos de Comunicação está localizado relativamente próximo da Faculdade de Artes Visuais, prédio em que se localizam os cursos de artes visuais, arquitetura e urbanismo, além dos cursos de design (gráfico, de moda e de ambientes).

A proximidade, assim como a amizade anterior com pessoas da área, me levou a conhecer artistas e criadores de conteúdo. Aos poucos, me inseri em um núcleo goiano até então desconhecido, tanto nas artes visuais quanto na música, aprendi a valorizar o conteúdo criado e compartilhado em Goiânia, ainda que não necessariamente feito por pessoas nascidas na cidade. Aprendi sobre o trabalho de pessoas da minha geração, que utilizam das diversas formas de manifestação artística para expressarem suas vivências e percepções sobre o mundo.
Nesta postagem tenho como intenção compartilhar alguns dos artistas que pude conhecer por meio da Universidade, divulgando os trabalhos, as mensagens e almejando desenvolver o contato de leitores de Goiânia e demais regiões brasileiras com essa produção. Agradeço imensamente aos citados por terem aceitado minha proposta de escrever sobre o que fazem, esse trabalho importante para a região e para a nossa geração.

1. Pedro Pitorexco


Pitorexco, nome artístico do estudante de Artes Visuais na Universidade Federal de Goiás. Aos 19 anos, Pedro é um ilustrador e artista independente, cujo estilo artístico mistura o psicodélico e o fantástico. Além das ilustrações digitais, Pedro dá vida aos seus desenhos pelas artes plásticas e pinturas em diferentes formatos, vendidos diretamente com eles pelas redes sociais.
O Pedro é um dos meus amigos de faculdade, cujo trabalho com design gráfico e artes visuais foi incorporado no projeto de extensão que coordeno. Sua arte me fez ver o psicodélico de outra forma, analisando a potencialidade desse estilo para expressar sentimentos por meio das cores, desenhos que dialogam com a mente do artista e seus significados.
Minha série artística favorita feita pelo Pedro é a Intervenções Fotográficas. Neste projeto, ele transformou fotografias reais, da Luísa Mello, em cenários para seus desenhos, com histórias e personagens inspirados em acontecimentos reais, contexto político, sentimentos pessoais.
Portfólio | Behance | Instagram


2. Vectoria Arantes


É a autora dessa arte inspirada num tweet, motivo pela qual a conheci na internet, posteriormente nos eventos em Goiânia e no meio acadêmico da UFG. Estudante de Publicidade e Propaganda, a Vectoria é ilustradora e diretora de arte, responsável por ilustrações com o uso de cores fortes e objetos cotidianos retratados pela perspectiva dela, mas com estilos e composições que fazem o observador percebê-los de maneira diferente.
Autora de séries como Calor brasileiro & outras coisas e da arte do evento mensal Feira das Minas, em Goiânia, a minha arte favorita dela certamente é o Yin Yang brasileiro. Esta obra é um exemplo de como suas ilustrações criam percepções diferentes sobre os objetos. Apesar de ser baseado num tweet que afirma o uso do copo americano para dois tipos diferentes de bebida, foi o desenho da Vectoria que me fez perceber como o copo, instrumento usual dos meus dias, é parte ca cultura e dos hábitos de consumo no país.
Behance | Instagram | Loja virtual


3. Lívia da Paz


A Lívia é minha amiga desde o ensino médio, daquelas alunas que fazem desenhos na beirada dos livros de matemática e nas mesas da sala, vez ou outra durante as provas via um desenho que só ela poderia ter feito tão bem com um lápis simples. Estudante de Artes Visuais na Universidade Federal de Goiás, a Lívia é arteira, termo que explica muito bem sua arte abrangente, que vai desde pintura com aquarela à gravura e fotografia.
Tenho vários desenhos da Lívia enquadrados e colocados na parede do meu quarto, por isso é difícil escolher só uma obra para favorita. Ela faz releituras de artes diversas, assim como desenha autorretratos inspirados em selfies e fotografa tudo que existe ao seu redor, sejam os amigos, o namorado ou os detalhes que fazem Goiânia ser o que é.
Ainda em processo de estruturação do portfólio, você pode acompanhar os trabalhos e as invenções dessa artista pelo Instagram dela, onde surgem postagens das última experiências com gravuras ou com o filme fotográfico nos lugares de Goiás.
desenho da Lívia que tenho na parede do meu quarto, um dos meus favoritos

4. Bianca Rezende




Estudante de Artes Visuais na UFG, a Bianca é conhecida da época do ensino médio e das atividades no meio espírita em Goiás, uma das artistas que acompanho a mais tempo. Neste período que nos conhecemos, sua arte teve modificações nos valores e significados, sendo tanto um instrumento de expressão pessoal quanto um instrumento político, por onde afirma suas críticas e opiniões.

Acredito que por meio dos desenhos de sua autoria, a Bianca afirma sua personalidade e sua visão de mundo, transmitindo aos observadores o que pensa sobre os assuntos retratados. A utilização da arte para este fim, na minha opinião, é um dos melhores usos possíveis, sendo capaz de ilustrar opiniões e pensamentos ao mesmo tempo que cria reflexão e utiliza de determinada estética no processo.

A minha arte favorita, entretanto, é um autorretrato meu que a Bianca desenhou, o primeiro quadro que pendurei na parede do meu quarto assim que concluí a reforma. Tenho um apreço pelo desenho, pois sempre gostei muito de receber arte das pessoas como presente. Apesar das mudanças que aconteceram com o conceito da arte dela desde o ano que recebi o autorretrato, revê-lo me lembra da pessoa que fui na época da fotografia utilizada como base para a arte.
frase da música Milionário dos Sonhos do Emicida

5. Bárbara Nogueira


A arte da Bárbara chegou até mim por indicação, vinda de amigos que temos em comum. Assim que conheci o significado e a profundidade do seu trabalho como artista, passei a admirar e a seguir assiduamente nas redes sociais. Ilustradora, fotógrafa e artista plástica, aos 21 anos, a estudante de Arquitetura e Urbanismo* é autora de um dos meus estilos favoritos de arte: a colagem.
Criadora de colagens incríveis, a Bárbara utiliza de fotografias de sua autoria e as transforma em quadros com cores, rabiscos, textos curtos e elementos que implementam as imagens. Por meio dessa intervenção artística, ela recria as obras originais e as ressignifica no processo. Além do trabalho de colagem, na fotografia e nos desenhos, a Bárbara utiliza cores suaves e tons pastéis que definem seu estilo artístico.
Instagram
*errata: na primeira versão desse texto, cometi o erro de afirmar que a Bárbara tem 19 anos e estuda Artes Visuais, corrigi para a realidade e peço desculpas pela desatenção
Você conhece mais artistas da cena goiana? Deixe os nomes e as redes sociais deles nos comentários, de acordo com a repercussão de postagens como essa, posso produzi-la com continuidade :)

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