Road to Itacaré - A cidade

domingo, fevereiro 12, 2017 Cecilia Fernandes 0 Comments


Alô, alô viajantes de estrada e exploradores do litoral brasileiro
A minha última viagem de férias, que aconteceu do dia 22 de dezembro de 2016 até o dia 2 de janeiro de 2017, teve como foco o litoral da Bahia, região amada e enaltecida pela minha família. Depois de conhecermos Salvador e a adorável cidade de Prado, estabelecemos nossas rotas em direção a Itacaré: uma cidade com diversas praias, um comércio artístico e turístico, próximo a Morro de São Paulo e a 72km de Ilhéus.
Fizemos nossas malas, enchemos o carro com toda nossa bagagem, paciência e ansiedade para pisar na areia da praia, partimos em direção a uma das viagens mais estressantes e cansativas que fizemos, mas toda a espera compensou no final. Na intenção de compartilhar com vocês sobre a viagem, separei fotos para relatar minhas aventuras naquele lugar incrível, portanto a série será dividida em cinco postagens e eu espero que gostem.

A rota nos fez ficar vinte horas na estrada, com direito a paradas específicas em postos durante o caminho e uma noite de descanso na cidade de Brumado, já dentro da Bahia. Nossa rota foi sendo desenhada enquanto estávamos na estrada, por consequência das chuvas, dos acidentes e dos desvios que tomamos pela falta de sinal que nos impediu acompanhar tudo pelo celular como sempre fazíamos. 
Foram diversas serras, subidas e descidas, quebra molas e um pouco mais de estresse do que planejamos, mas bastou passarmos pela costa de Ilhéus e ter um vislumbre do mar que a paz voltou a reinar, a animação nos contagiou e a viagem finalmente foi concluída com a chegada na cidade.
Como havíamos decidido economizar gastos com hospedagem para podermos nos aventuras em passeios, nas praias e comer tudo que a região tinha a nos oferecer, alugamos uma casa pequena perto da Pituba (rua principal da cidade) de forma que pudéssemos nos locomover livremente na região sem depender ou depreender muito dinheiro. O lugar que ficamos era pequeno, mas aconchegante apesar do calor de trinta e seis graus que fazia direto entre 10h da manhã e 17h00. 


A cidade, embora pequena com seus vinte e sete mil habitantes, apresenta durante a temporada um foco turístico grande o bastante para lotar as ruas e os estacionamento com carros, o que força os turistas a andarem a pé e explorarem Itacaré. Nos finais de tarde, eu e meu irmão saíamos de casa rumo a rua principal da região, a Pituba, a fim de conhecer os restaurantes, comércios, artesãos e as pessoas da cidade que sempre nos receberam bem. Nosso objetivo era aprender mais sobre a região e acabamos entrando em passeios inusitados, conhecendo trabalhos e histórias que me inspiraram a escrever mais durante a minha estadia por lá.
Na Pituba, diversos artesãos encontravam-se espalhados, pessoas provenientes da Argentina, do Uruguai, do Peru e de outros países cujo idioma latino misturava-se com uma tentativa de falar português e comunicar-se com os turistas de todo canto do Brasil. O comércio da cidade é usualmente pesqueiro, mas durante a temporada a atividade comercial, turística e artística da região se intensifica para atender o fluxo de viajantes que chegam em Itacaré em busca de diversão.


Desde colares de pedra até cocares indígenas, a Pituba abraça a moda hippie, esportiva e praiana ao mesmo tempo, transformando quem a visita em um típico turista do litoral. Os comerciantes que nos recebem com ávida curiosidade sobre a nossa viagem e disposição para nos atender por horas são extremamente gentis, embora os preços não sejam tanto, levando-nos a sempre sair da loja com algum item originário da cidade. 
O mesmo pode ser dito dos restaurantes, com pratos tradicionais repletos dos mais gostosos frutos do mar que já pude comer na minha vida, os donos dos restaurantes sempre cumprimentam os visitantes, indicando pratos e bebidas, a música ao vivo é uma característica dos restaurantes e a atmosfera dos ambientes trazem a mesma paz de estar na praia no final da tarde. 


Depois da Pituba, na subida de uma rua após uma sanduicheria incrível, existe um lugar chamado Baía dos Pescadores, perto da Vila dos Pescadores. É uma região que teve início por ser onde os pescadores deixavam os barcos e iam descansar, iam para os bares, para as festas e dormir antes do sol raiar e eles voltarem ao mar na busca de peixes, diversos barracos começaram a ser construídos envolta da costa, gerando cortiços que evoluíram a um bairro nomeado de Vila dos Pescadores.
Por ficar localizado perto da Igreja principal da cidade, é uma área movimentada, principalmente no final da tarde quando é possível ver os pescadores voltando do trabalho repleto de sal no corpo e abastados de peixes, o sorriso no rosto - identidade do baiano - sobrepõe o cansaço de ficar o dia inteiro de baixo do sol escaldante e logo que chegam muitos vão para a Igreja a fim de agradecer pelo dia antes de partir para suas casas. 


Embora os atrativos da cidade se concrente principalmente nas praias, a cidade apresenta um aspecto extremamente convidativo e receptivo. A noite de Itacaré é encantadora, e vai até quatro horas da manhã quando parte da cidade desliga e a outra começa a funcionar, minhas caminhadas matinais eram acompanhadas pelo olhar de velhinhos que limpavam as calçadas, por turistas voltando para as pousadas e crianças acordando animadas por mais um dia de férias. 
As próximas postagens serão feitas no domingo, optei por alternar uma postagem da série com uma outra caso eu consiga manter a periodicidade de acordo com a minha rotina. :)

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