Primeiras impressões sobre a série "Luke Cage" do Netflix

sábado, outubro 01, 2016 Cecilia Fernandes 0 Comments

via AdoroCinema
Alô, alô amantes de Os Defensores e cada um dos indivíduos sensacionais que fazem parte do universo maravilhoso de heróis da Marvel
Finalmente, Luke Cage saiu! Após longos meses de espera e expectativa causados pelo suspense deixado pela série Jessica Jones (já comentei sobre meu amor por essa moça aqui ó) e pela nova temporada de Demolidor, a Netflix liberou a primeira temporada completa de Luke Cage ontem, no dia 30 de setembro. Alguns de meus amigos loucos acabaram de assistir a série de ontem para hoje e me obrigaram a sentar para ver também, embora esteja ansiosa para mergulhar na história sensacional desse herói, interpretador pelo Mike Colter, eu decidi ir devagar.
Após assistir o primeiro episódio, listei na minha mente as primeiras impressões da série e decidi compartilhar com vocês aqui a fim de fazê-los assistir também. Espero que gostem :)
obs: garanto que assim que terminar a temporada irei fazer uma postagem digna sobre a mesma aqui no blog
1. A abertura e a trilha sonora te fazem sentir como se estivesse no Harlem

A música de abertura é simples, mas ótima a sua maneira. Sendo apenas um instrumental que completa as imagens de ruas, bairros e placas, a música de transporta para dentro do bairro de Harlem, onde a história se passa. Os toques trazem a ideia de mistério junto aquele clima heroico sempre presente em torno dos personagens da Marvel, que em suas rotinas e vidas simples se misturam a figura de justiceiros da vida criada em torno deles.
Além disso, a trilha sonora conta com jazz, R&B, hip hop e diversos outros estilos musicais que remetem a cultura negra, aos bairros negros de Nova York e aos bares caracterizados pela presença de bandas e músicas fora da época em que se encontram. Toda essa combinação musical que compõe a história enquanto as cenas acontecem, sempre se encaixando com o clima e o momento retratado, envolvem o telespectador na atmosfera da série. 

2. Frases de efeito

Logo de cara, vemos diversas mensagens presentes nas conversas dos personagens da série, mensagens escondidas em frases vagas com efeito marcante. A minha favorita do primeiro episódio, além dessa retratada na imagem, é a dita por Pop a Luke quando o mais velho percebe que o protagonista está em conflito: "O passado ficou para trás. A única direção que importa na vida é para frente. Nunca para trás" 
Assumo que de cara já gostei bastante do Pop, interpretado pelo Frankie Faison, por ele ser cheio dos ensinamentos pessoais e da sabedoria típica de um barbeiro que ouve as mais diversas histórias de seus clientes. Ele sempre tem uma frase a dizer, uma lição para dar e por isso acho interessante sua importância na trajetória de Luke durante o episódio. 

3. A série retrata a realidade do negro americano

Desde problemas com aluguel até problemas com gangues criminais, Luke Cage retrata a realidade dos negros americanos em um dos diversos bairros marginalizados da grande Nova York. A ideia de que existe algo maior acontecendo por trás das casas simples, dos guetos e das barbearias espalhadas pela região mostra tanto jovens quanto adultos sofrendo a ação de grupos criminosos, tendo que optar por uma vida de corrupção na intenção de obter privilégios e estabilidade.
Já no primeiro episódio, é notável que segurança nem sempre está associada a moralidade dos cidadãos, que utilizam da força para dominar grupos menores e criam redes de criminalidade dentro dos setores políticos da região. Luke Cage é, além de um herói, um ex presidiário em conflito com sua vida pessoal.

4. O elenco é sensacional

Além do protagonista Mike Colter que já esteve presente em Jessica Jones, a série conta com a participação de atores que gosto bastante. O ator Mahershala Ali, que interpreta o poderoso Cornell Stokes, já fez Jogos Vorazes e na série representa o vilão principal da trama, junto ao Theo Rassi, o homem que dá vida ao perigoso Shades, já esteve em Sons of Anarchy. 
A atriz Rosario Dawnson que interpreta a enfermeira Claire Temple, já esteve em filmes como Sete Vidas e na trama apresenta a função de unir Os Defensores as suas naturezas heroicas. Já a atriz Simone Missick, que representa a detetive Misty Knight, esteve presente em papéis secundários e na série encarna uma companheira romântica de Luke Cage de forma atípica: dessa vez, a donzela se salva dos perigos e não depende dos homens da trama, na verdade ela até os supera nos conflitos que enfrente. 

Enfim, o cast contém diversos atores experientes que são dignos de darem vida aos personagens dos quadrinhos de Luke Cage. Cada ator encarna seu papel de forma a transformar as revistas em realidade e conquistar os fãs do herói negro a prova de balas.

5. A cultura negra está bem representada

Desde as músicas até as roupas e o sotaques utilizados nas falas dos personagens junto a seus trejeitos, Luke Cage representa a cultura negra de forma bem clara. A caracterização do ambiente leva o telespectador para dentro da história, acompanhando cada detalhe, sentindo cada impacto de uma mudança ou de uma quebra de expectativa, é ao mesmo tempo viciante e impactante para todos que assistem. 
Além disso, a série abraça referência policiais e demonstra o conflito entre os negros e as autoridades não só nos bairros de Nova York, mas também historicamente. Tratando de temas como a corrupção política, os investimentos criminosos atrás dos representantes políticos de bairros pequenos como o Harlem e também da ideia de moralidade nos dias atuais, desde o primeiro episódio nota-se que a série vai muito além do que a história de um super herói.

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