Conheça: Liniker

terça-feira, maio 24, 2016 Cecilia Fernandes 1 Comments


Alô, alô viciados em músicas e pessoas em busca de novos sons para ouvir
A postagem de hoje é sobre música brasileira, sei que não costumo falar muito disso aqui no blog por ter um lado americanizado forte em mim, mas diante de tantos talentos surgindo no Brasil e bons shows acontecendo em Goiânia, acabei tendo contato com o carinha da foto acima, pois bem, depois de julgar o livro pela capa e enrolar para ouvir suas músicas quando me indicaram, descobri que um ser humano pode tomar conta do seu coração por meio do ouvido com mais facilidade do que se pensa. Espero que vocês gostem dele tanto quanto eu gosto.
obs: decidi identifica-lo na postagem como o Liniker afim de não confundir os leitores enquanto surto com o meu amor pelo artista;

Liniker de Barros, natural de Araraquara em São Paulo, é um jovem de 20 anos que tem quebrado tabus e desmontado padrões com sua voz repleta de traços ancestrais e uma pureza que atinge quem ouve a cada nota, recebeu esse nome em homenagem de um jogador de futebol inglês, mas segue o caminho da família repleta de músicos utilizando do soul e da black music para falar sobre amor, sobre o conceitos, sobre etnia, sobre paixões e identidade. 
Ele soma mais de dois milhões de visualizações no YouTube em um de seus vídeos, neles aparece utilizando saias, turbantes, brincos enormes combinando com seus batons e sua forma sincera de cantar. Numa reportagem sobre o artista feita pelo G1, ele afirma que não sabe se é "o Liniker" ou "a Liniker", mas que prefere ser livre. E isso é uma das coisas mais fantásticas sobre o mesmo.


Em pleno século XXI, a questão da ideologia de gênero se torna muito presente, pessoas questionam a necessidade da existência do rótulo que nos acompanha desde o nascimento, um rótulo que nos separa em dois grupos cercados de regras, valores e costumes, um rótulo que muitas vezes não acompanha nossos gostos ou nossa personalidade, o rótulo de homem e o rótulo de mulher

Precisamos falar de ideologia de gênero, mas tememos isso muitas vezes por causa dos valores intrínsecos na nossa sociedade, valores determinados pela família, pela religião e até mesmo pela televisão, acontece que Liniker, na sua forma de ser, mostra que você não precisa ser rotulado de algo para ser o que quer, você pode ser um artista independente que se veste como se identifica e nem por isso vai deixar de ser talentoso, de ter o que falar, de ter opiniões, gostos, amores e um jeito próprio de pensar. Liniker, para mim, é um dos maiores gritos de liberdade que existe no mundo artístico e o fato de que as pessoas tem ouvido ele, tem ouvido suas letras e visto que gênero, gosto e personalidade não limitam a pessoa é simplesmente incrível. 


Canceriano, Liniker deixa transbordar em suas músicas um sentimentalismo e um ancestralismo que o acompanham em suas interpretações enquanto canta. Repleto de vida e de emoção, o cantor exala energias positivas que empoderam a si mesmo e a quem ouve, mostra em suas músicas que venceu o preconceito, a vergonha que sentia no começo e todos os comentários negativos sobre sua pessoa com muita alegria e amor numa voz encantadora. 

Ele canta não só pela liberdade quanto ao gênero, mas em nome dos negros, dos quilombolas, dos pretos e dos deixados a margem que merecem tanta atenção quanto os outros, ele transforma experiências, medos, momentos ruins, sonhos e tudo que pode em arte e mostra que por meio desta encontrou-se diante de tantos limites e padrões. Ele usa da música para falar sobre o que não é dito, utiliza das simbologias e das ambiguidades para deixar frases marcantes dentro da cabeça de quem o ouve, um simples "a gente fica mordido, não fica amor?" tem tantas interpretações que acaba te perseguindo durante horas, te faz questionar diversos assuntos e muitas vezes te leva a ouvir a música de novo para encontrar algo que esclareça a complexidade de uma frase que soa tão simples na voz dele.


Como eu conheci ele? Eu já havia ouvido falar sobre um show do Liniker que ia acontecer em Goiânia, num festival de música conhecido como Bananada que reúne diversos artistas brasileiros, meu professor de Gramática havia comentado sobre suas músicas e sobre como a arte dele era incrível, mas eu não dei muita bola. Até que vagando no YouTube encontrei uma música dele e passei o dia inteiro escutando a mesma num loop sem fim com o replay apenas para constatar que havia uma nova paixão musical na minha vida.

Quando vi  um vídeo da JoutJout no Youtube que falava sobre música brasileira e sobre ele, decidi falar sobre o mesmo aqui no blog (Liniker, também quero ter seu número nos meus contatos, beijos) com a intenção de divulgar com vocês, leitores, o talento e a importância das mensagens ao redor da existência desse artista incrível.


Músicas que eu indico:


fonte
postagem de referência - G1
postagem de inspiração - BrasilPost
canal do YouTube do artista - Liniker

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