É como diria Voltaire: a leitura engrandece a alma

domingo, abril 24, 2016 Cecilia Fernandes 0 Comments


Nesses dois últimos meses (abril e março) percebi que li cerca de oito livros variados, alguns em uma semana, outras em mais por consequência do tamanho deles, das histórias e também do meu desejo de que eles não acabassem logo sem eu ter a continuação dos mesmos e/ou outro livro do autor. Toda semana eu tiro um livro novo da mochila, seja meu ou não, e o devoro sempre que possível fazendo questão de absorver cada palavra e reviravolta nas mais diversas ocasiões, seja no carro, nos intervalos das aulas, depois de estudar ou até mesmo enquanto espero meu pai me buscar na academia. É eu assumo publicamente que tenho um apreço enorme pelas páginas amareladas de um bom livro físico, que me permite marcar frases de efeito ou anotar detalhes nas laterais apenas para reler aquele trecho depois.

Meus amigos tentam entender como eu troco meu celular por um livro com tanta facilidade, como opto por não tentar ir em uma festa e preferir meu bom sofá na frente do jardim da minha casa e um livro extenso sobre filosofia, como prefiro uma distopia juvenil que me conquista com mais facilidade do que um show e insistem nos discursos sobre a importância de ser sociável sem nem ao menos entender o contexto da minha leitura.

Não me vejo com uma pessoa antissocial, assumo que tenho preguiça de me arrumar para ir a uma festa na maior parte dos casos, de ficar apertada entre várias pessoas para ouvir um bom show quando posso muito bem ficar sentada numa arquibancada ou baixar o show com melhor qualidade e ouvir em casa, não vejo tanta significância em me manter conectada a um celular já que mantenho o meu como objeto de distração e pra me comunicar com amigos, para mim nada se compara a uma livraria ou a emoção que me dá ao ter em mãos um livro recém comprado com cheiro de novo.

Acontece que os livros são os cartões de viagem para universos fictícios e aventuras narradas por protagonistas que te fazem segui-los durante o decorrer da história, as palavras encapadas são capazes de mudar sua perspectiva de mundo, de fazer com que você se conheça um pouco mais, de encontrar respostas pra questões que você nem imaginava descobrir de uma forma prática, na minha singela e imatura opinião.

Quando escrevo esse texto não busco dizer que convivência não é importante, ou que um livro troca a experiência de se ter uma conversa real, o calor de um bom abraço e a necessidade natural que temos de nos relacionar, só quero mostrar para quem lê esse texto a infinitude de possibilidades atrás de um singelo livro que custa menos do que aquele último smartphone que você pensa precisar ter, ou do ingresso de um show e de uma festa qualquer, quero explicar que o dom da leitura vai muito além do ato de explorar um livro ou poesia, que ler é tão importante pra formação de quem somos quanto as experiências sociais no mundo afora.

Eu posso estar viajando, indo longe demais e dando voz aos meus constantes devaneios como muitas vezes faço aqui no blog, mas não minto quando afirmo que a literatura é capaz de proporcionar asas aos seres humanos e que a palavra é a chave, o princípio de tudo.

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