Dragões, gênios e mercenários.

sexta-feira, julho 10, 2015 Cecilia Fernandes 0 Comments


Amadurecemos de verdade quando somos postos diante de uma situação que nos cobra todo discernimento, princípio, valor e virtude. Quando estamos diante de uma encruzilhada, uma rua que só vai a dois caminhos e unicamente neles, quando temos que optar por uma das portas sem saber o que há do outro lado, quando temos que caminhar na escuridão sem uma lanterna.

“Temos que buscar solucionar aquilo sozinhos sem desequilibrar o castelo de cartas diante de nós” me disseram. Bem, não é sempre fácil manter a respiração presa e não destruir a frágil estrutura de celulose que age como um pilar evitando uma série de conflitos que espera logo abaixo de tudo aquilo.

E quando a escolha é a errada? Quando a porta é a que deveria permanecer fechada? Quando o caminho termina em um beco sem saída? Quando a caverna devia permanecer inexplorada? Ou pior, quando atrás da porta existe um gênio pronto para te enganar ou no final do beco existe uma horda de mercenários esperando pela oportunidade ou naquela caverna encontra-se uma hidra faminta ou um dragão raivoso?

Eu há me vi diante de dragões e mercenários suficientes para ter como base aquela frase clichê e popular entre os jovens para diversos momentos: “Respira e não pira” é, aparentemente, a grande solução.

É nesses momentos que você encontra um lugar inesperado sua espada, sua inteligência ou sua pistola. Quando você é colocado contra parede, sobre pressão e tem dois segundos para decidir se vai correr ou enfrentar, acaba encontrando forças suficientes para sobreviver até o final sem sangue nem lágrimas.

Quando isso ocorre nos vemos amadurecendo, independentemente do que há atrás da próxima porta, do final do beco seguinte ou na caverna escura ou até do que te faz chegar lá, quando sabemos o que foi feito e que diante da situação abrimos a porta mais acessível e clara para nós as consequências dos atos não pesam mais do que nossa consciência.

Nesse ponto, nesse exato momento onde prendemos a respiração e olhamos ao redor nós amadurecemos. Não completamente, não inteiramente. Mas tudo isso nós torna fortes o bastante para a próxima batalha.

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