Turistando na Bahia #6 - Shine bright like a diamond (pt 2)

segunda-feira, fevereiro 23, 2015 Cecilia Fernandes 0 Comments


Alô, alô diamantinenses e possíveis fãs da Rihanna
Como havia dito que ia dividir a visita a Diamantina em duas partes deixei o melhor para o final, depois do almoço, das compras, dos rolês e comilanças por cada barzinho da cidade entramos no carro com tudo pronto para ir embora, poréeeem, para surpresa de todos tivemos uma última parada especial: visitamos a casa do presidente JK em Diamantina, e foi muitíssimo divertido. Aproveitem :)


Me considero fissurada por história, explicar o motivo é difícil: talvez a culpa seja da minha mãe que me ensinou com uma certa magia sobre a história do Brasil ou porque sempre gostei de entender o passado e as origens de tudo, talvez até seja consequência de ser criada como uma pessoa questionadora ou simplesmente por nerdice da minha parte. Por esses e diversos outros fatores me senti na obrigação de capturar os detalhes da casa do senhor Juscelino Kubitschek que carregava impressões de sua infância, adolescência e parte da vida adulta na região mineira, os aspectos deixados na casa demonstram quão simples e humilde foi a trajetória do homem que chegou a se tornar presidente da República e também responsável pela inauguração da capital do Brasil que se tornou minha terra natal tão amada. É difícil explicar o misto de energias, sentimentos e memórias guardadas dentro da casa tão preservada mantida em Diamantina. 


A casa/museu é dividida em cômodos que funcionam como uma linha do tempo da vida do JK, cada cômodo apresenta um conjunto de quadros ou imagens impressas sobre a tinta da parede protegendo os documentos do desgaste causado pelo tempo e pelo grande número de turistas que passam por lá, os quadros retratam em sua maioria projetos feitos durante o tempo de presidência do Juscelino, um em exceção, que é o meu favorito do museu, é o que está por último na montagem acima: a guia do museu me explicou que trata-se da receita favorita do presidente, a que ele sempre comia quando visitava a família e a que mais o lembrava de sua cidade simples e bonita. Acho que o simples fato de ser um quadro incomum no meio de tantos retratando momentos importantes da história deixa a situação mais interessante e mostra que no fundo o homem era pacato.


Nos corredores e nas salas tinham diversas imagens de como era a cidade na época de criança de JK, o rapaz vivia em uma realidade simples, mas valorizava tudo aquilo que tinha quando esforçava-se nos estudos, os livros em seu quarto revelaram a paixão pela leitura proveniente da educação de sua mãe, uma professora que levava aos filhos a importância do aprendizado e do conhecimento, em sua adolescência Juscelino encontrou nas palavras um universo novo e nele permaneceu transformando-se em um adulto gradativamente enquanto descobria e explorava tudo que aprendia com os livros. Uma das frases que me atraiu bastante entre todas as outras ditas por ele foi a que estava presente em seu quarto e deixo para vocês finalizando essa postagem com uma enorme alegria no peito e um grande reconhecimento pelo homem que foi Juscelino Kubitschek de Oliveira:  

"Comecei a ler, febrilmente. Em poucas horas devorava qualquer livro que me caísse nas mãos. Minha curiosidade se ampliava cada vez mais, e fui descobrindo, aos poucos, o universo maravilhoso que se escondia sob as letras de um livro"


ps: A imagem principal do post é da borboleta que ficou andando atrás de mim durante a visita que eu fiz e quando eu fui embora ficou parada na porta como se me esperasse ir embora para desaparecer no ar, por alguma razão eu achei isso lindo e decidi que seria essa imagem mesmo. :)

0 comentários: