Moda: Tênis


Alô, alô desapegados e apaixonados por moda e um bom visual
Moda é um assunto raro, quase inexistente, aqui no blog. Provavelmente, vocês devem saber que eu não tenho apego a moda, roupas, tendências, combinações de peças ou assuntos relacionados com esse gênero, tenho apego ao conforto e ao que me deixa contente ao olhar pelo espelho, seja um visual todo cinza com um tênis roxo ou uma blusa larga por cima de uma calça qualquer. 
Por não ter essa cultura fashion e por converter meu dinheiro de roupas em livros, não tenho o costume de procurar tanto sobre o tema, mas ainda assim sou apaixonada por certas peças e estilos que vejo nas ruas, ou na televisão entre as personalidades marcantes dos dias atuais. 
Entre essas peças se encontram os tênis, independente da marca ou da etiqueta que o classifica, o conforto de um tênis é de outro mundo quando comparado com as sapatilhas ou os saltos que já me arrisquei a usar. Eis que, desafiando a mim mesma para sair da comodidade em relação aos temas das postagens que faço, optei por falar sobre a parte da moda que eu entendo bem. 
obs: a postagem foi estruturada graças as outras postagens do gênero, creditadas lá no final, obrigada por existirem pessoas entendedoras de moda sz


Durante certo tempo, os tênis eram diretamente relacionados com a vida fitness e o ambiente das academias, mas dentro do cenário da moda, eles voltaram a ser tendência a partir das transformações dessa indústria. A criação de modelos mais simples e dinâmicos produziu a revalorização de um visual casual que conta com a presença desses calçados. Entre looks leves e looks trabalhados, os tênis marcam uma impressão de versatilidade, beleza e acima de tudo conforto, sendo na época um dos principais itens para o verão.

O lance sobre os tênis que conquistam a minha atenção e vontade de falar sobre moda vai além do conforto produzido por eles, chegando até a simplicidade existente na utilização dos mesmos. Não existe segredo para combina-los dentro de um visual: eles ficam bem com shorts, vestidos, saias e jeans dentro de um ambiente descontraído, numa atmosfera profissional ou no cotidiano.

Além disso, eles determinam dentro do visual uma ideia de personalidade e presença. Equilibram a imagem que é passada pela construção de uma harmonia sem muito exagero ou esforço, transmitindo uma beleza espontânea que vai no sentido contrário dos estilos carregados usualmente vistos em ambientes do dia a dia. 

A adoção desses tênis por parte dos famosos é responsável pela difusão da tendência, aplicando essas características sobre homens e mulheres e sobre a construção dos visuais de cada um de nós. A aposta atual em torno de marcas emergentes no mundo da moda como a Adidas ou a Nike, e a reforma em torno da Converse com seus all stars de diferentes cores e alturas criam uma linha aberta a mudanças e disposta a desconstruir padrões por meio dessa valorização da simplicidade.

As apostas atuais giram em torno dos tons monocromáticos e platinados. Tênis brancos, prateados e pretos completam visuais compostos por blusas na mesma tonalidade, criando um conjunto despojado e adaptável às situações diárias sem o abandono da elegância ou da personalidade de quem os veste. Adotar o uso dos tênis é tanto abrir-se para uma nova tendência quanto optar por um conforto que substitua "o sofrimento necessário da beleza" existente em torno dos saltos, sapatilhas e sandálias que mais incomodam do que auxiliam, apesar da estética.

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Filme: Beleza Oculta


Alô, alô cinéfilos e adoradores simpáticos de boas indicações
Embora tenha abandonado as indicações e resenhas aqui no blog, continuo lendo muito e vendo filmes incríveis. Buscando reviver a tradição de indicações literárias e cinematográficas, optei por resenhar um dos melhores filmes que vi nesses meses durante os intervalos de estudo e socialização saudável. 
O filme da vez chama-se Beleza Oculta, pertencendo atualmente a minha lista de dez melhores filmes do gênero dramático já assistidos. Busquei outra abordagem na intenção de descobrir novas formas de resenhar e conseguir transmitir a mensagem do filme sem spoilers. Espero que gostem.

O que mais importa para você, o tempo, o amor ou a morte? Para o protagonista Howard Inlet (Will Smith), um publicitário nova-iorquino e bem sucedido, a vida é movida por essas três coisas. Entretanto, a morte de sua filha destrói a realidade que ele vivia e todas as verdades que conhecia, transformando-o na casca de um homem triste, parado no tempo e na profissão. 

A trama se desenvolve a partir da tragédia que ocorre com Howard, aproximando a empresa da falência, o afastando de seus sócios (interpretados pela maravilhosa Kate Winslet, e os incríveis Edward Norton e Michael Peña) que tentam recuperar o amigo de sua própria morbidez e de todo o restante ao seu redor. Enquanto seus amigos enfrentam problemas pessoais graves e tentam equilibrar a situação profissional da empresa, Howard lida com um conflito quanto a participar de um grupo de apoio que trata sobre pais que perderam seus filhos, optando por viver uma vida isolado em que age roboticamente dentro de sua rotina, ignorando aqueles que buscam auxilia-lo.

Entretanto, Howard escreve cartas. Não para pessoas, mas para coisas. Ele escreve cartas para o Tempo, a Morte e o Amor (personificados respectivamente pelos atores Jacob Latimore, Helen Mirrem e Keira Nightley), utilizando da escrita para aliviar sua dor e revolta diante da situação que viveu. Quando seus amigos contratam uma espiã para encontrar algo em relação ao amigo, para conseguirem retirar a empresa do nome dele a fim de salvar o emprego da equipe, eles acabam descobrindo o hábito de escrever do amigo e decidem contratar atores para auxilia-los no objetivo.

Dentro desse contexto, a reflexão do filme começa a se desenvolver em torno dos valores da vida, das relações interpessoais, da solidão e principalmente de quem nós somos perante o mundo e os desafios diante das nosas trajetórias. 

Enquanto redigia a base para a resenha, buscando outros textos e sites, me deparei com uma série de longas críticas da imprensa se contrapondo com a opinião do público. Sim, o filme tem um elenco incrível e sim, o filme tem falas rasas e personagens que não são aprofundados pelos atores diante da infinitude de conflitos que o diretor David Frankell tentou materializar, partindo do roteiro do Allan Loeb. O filme tem seus defeitos, como todos têm, mas as qualidades são tantas que acabamos não percebendo os erros até ler sobre a opinião alheia. 

Para começar, a fotografia do filme é encantadora, encaixando-se com cada cena e emoção dos personagens, transformando-os em instrumentos capazes transmitir a mensagem principal: estamos todos conectados pelas mesmas coisas, apesar das formas diferentes. Cada cena nos atrai, cada segundo da história se desenrola e nos puxa para o clímax que conclui o filme com mais interrogações do que certezas. O conflito de cada um dos personagens é sentido na pele, de diferentes maneiras e perspectivas. Durante o filme nos questionamos se a situação é real ou não, procuramos vestígios, procuramos dicas e acabamos encontrando questionamentos para nós mesmos.

As críticas buscaram desconstruir o roteiro e a execução dos atores, comparando o filme com um grande clichê, em que o Will Smith revive o esteriótipo de um protagonista já interpretado por ele, no papel de Chris Gardner em À Procura da Felicidade. É importante ressaltar que embora o perfil do protagonista remonte esteriótipos e padrões, o contexto apresentado muda não somente a época, como os valores acerca da forma de sentir as coisas: o filme Beleza Oculta busca abordar temas como a depressão, a solidão e os problemas psicológicos do século. 

Não discordo quanto ao que é dito sobre a abordagem poder ter ido muito mais fundo, explorando os personagens e suas especificidades de forma completa. Entretanto, até mesmo a morbidez irritante de Howard ou a sensibilidade exacerbada do Amor permite a construção da história como um todo.  A reflexão parte do filme para dentro de cada pessoa, ou pelo menos é essa a intenção. 


Como autora desse texto, uma cinéfila que assistiu o filme com os pais e terminou o mesmo com o coração apertado, posso afirmar ter gostado da obra. A principal característica que moveu meu gosto pelo filme foi a empatia, ter imaginado a situação difícil que cada personagem enfrenta dentro da minha vida moveu um conjunto de sentimentos em mim.

O filme me fez lembrar de outros feitos pelos atores da trama. Entre o drama Sete Vidas, protagonizado por Will Smith e a comédia Mesmo Se Nada Der Certo, protagonizado pela minha musa Keira Knightley, percebi que o filme possui aquela mesma essência de um drama Hollywoodiano: um filme sobre perda, conflitos pessoais, dor, desafios e superação. Não me incomodei com essa essência por crer que a mesma foi bem trabalhada, por acreditar veemente a necessidade de se conversar em família sobre solidão, sobre desprendimento e principalmente sobre a saúde mental daqueles que passam por situações complicadas em silêncio. 

As lições foram várias, principalmente sobre o amor, o tempo e a morte, mas abrangeram campos ainda maiores justamente pelo fato do roteiro tentar abraçar todas as histórias e conecta-las ao Howard. O questionamento que fica é claro, honesto e digno de uma reflexão: o que você faria no lugar do Howard? O que você faria diante dos problemas dos personagens? O que você faria se tivesse um encontro com o Tempo, o Amor e a Morte? 

 Nós não podemos escolher quem nós amamos e quem nos ama de volta

Detalhes:
Lançamento: 26 de janeiro de 2017
Dirigido por: David Frankel
Gênero: drama
Duração: 1h37min
Nacionalidade: EUA
Trailer do filme: aqui
Classificação: 

A fotografia de Loes Heerink e os vendedores de rua


Alô, alô adoradores de perspectivas e fotografias coloridas
Tenho procurado bons fotógrafos para me inspirar, ao mesmo tempo que tenho conhecido novos trabalhos e novas vertentes apaixonantes. Comecei a me interessar pela chamada fotografia de perspetiva a algum tempo e decidi trazer um trabalho sobre o tema.

A fotografia de perspetiva consiste em fotos que sejam tiradas em diferentes ângulos, que saiam do padrão frontal das fotos comuns atualmente. Dessa forma, o fotógrafo captura um objeto ou uma pessoa de diferentes visões e permite uma perspectiva distinta da usual, possibilitando a observação de elementos e construindo um cenário a partir desse ponto de vista.
Um dos trabalhos que me moveram a criar a essa postagem pertence a fotógrafa holandesa Loes Heerink.
Após mudar-se para Hanois, capital do Vietnã, a fotógrafa começou a se envolver com os moradores e pessoas da região. Por meio da observação do cotidiano e da rotina, Loes criou a série "Vendors from Above" para retratar as vendedoras vietnamitas que se caracterizam pela enorme quantidade de produtos que carregam em bicicletas pela cidade.

A fotógrafa retrata as vendedoras do ângulo superior, como se elas fossem vistas pelo alto. Loes explica que parte desse fascínio vem do interesse de retratar mulheres que carregam coisas, ela disse que ficou encantada com a arte que asas vendedoras criam todos os dias sem saberem, e é a partir das suas fotos que notamos isso.

O resultado da série se materializa por meio fotos coloridas, de composição delicada e natural de acordo com cada produto apresentado. Loes planeja publicar um livro com essas peças e retornar para o Vietnã a fim de estender o conteúdo do projeto e ampliar sua estrutura.
Para saber mais sobre o trabalho da moça, você pode acessar o site ou o Instagram dela.

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Tatuagens de frases

(tradução: deixe estar)
Alô, alô vocês que amam o Pinterest e boas tatuagens também
Eu sumi, mas ainda estou viva e respirando por máquinas diante de um ano corrido. Entretanto, apesar do meu sumiço nas redes associadas ao blog, o Pinterest é meu fiel companheiro de inspiração e tempo livre, tenho ampliado minhas pastas no site e explorado tudo aquilo que mais gosto, conhecendo o trabalho dos outros e criando meus planos próprios.
Eis que, sendo a pasta de tatuagem uma das minhas favoritas, percebi o número de tatuagens com frases que havia salvo e decidi por aparecer aqui novamente compartilhando algumas das minhas favoritas.
Significado das tatuagens com frases 
O significado varia para cada tatuagem e para cada tatuado, as mensagens simbólicas são o principal atrativo e a beleza das fontes também, sejam elas simples ou não.
Entre os diversos lugares em que as frases são tatuadas, os mais comuns são o antebraço e a costela, mas depois de um bom tempo gasto no Pinterest descobri que depende muito do tamanho e do contexto da frase àquele que a deseja no seu próprio corpo.
Diante disso, separei algumas favoritas e suas respectivas traduções para auxiliar quem busca fazer uma tatuagem desse gênero ou simplesmente uma inspiração.
(tradução: como o vento, eu sou livre)
(tradução: eu vivi mil vidas)
(tradução: seja corajoso)
(tradução: venha como você é)
(tradução: eu amei as estrelas muito profundamente para ser temeroso da noite)
 (tradução: o sol vai nascer e nós vamos tentar de novo)
 (tradução: a vida é bela)

Esponjas e padrões negativos


Minha tendência de abraçar o mundo na tentativa insana de ajudar a todos sempre me deixou suscetível as coisas que vão além do meu controle. A questão é que eu deixei a minha empatia, que consiste em colocar-me no lugar do outro diante das dificuldades na tentativa de compreender seus sentimentos, tornar-se algo destrutivo onde eu não somente me colocava no lugar daquela pessoa como tentava tomar os problemas como meus. Eu buscava resolve-los a fim de gerar um bem-estar àquele com quem fui empática. Essa atitude maléfica, mal fundamentada na ideia de ser capaz de solucionar problemas que nem ao menos me pertenciam, começou a criar uma série de padrões negativos de vibração em mim, onde o esforço para ajudar acabou se tornando uma arma contra meu próprio equilíbrio.

Em outras palavras, eu me tornei uma esponja da energia e das emoções alheias. Comecei a absorver primeiramente os problemas dentro da minha casa, desde as discussões de meus pais até os conflitos existenciais do meu irmão, comecei a absorver cada pingo de complicação estocando-os dentro de mim como se eu fosse capaz de guardar aquilo tudo e manter uma paz no ambiente. Comecei a absorver os padrões negativos do meu namorado, dos meus amigos e até mesmo dos conhecidos que conversavam comigo vez ou outra. Fiz isso por querer que todos estivessem bem, estivessem em paz como eu acreditava estar, até a situação virar-se contra mim.

Quando eu percebi que as pessoas ao meu redor sabiam o mal que aquilo causava, mas inconscientemente permaneciam criando padrões negativos dentro de si, quando eu vi que eu estava tão ocupada regando os jardins dos outros que acabei esquecendo de cultivar o meu próprio, que eu havia cometido o crime de tornar-me figurante da minha própria vida enquanto tentava protagonizar a vida dos outros, que eu havia me prendido num ciclo vicioso, fui capaz de perceber como minhas costas pesavam por fardos que não eram meus. Aquilo começou a atingir o meu relacionamento com as pessoas, desde aquelas que eu amava até aquelas que eu começava a criar laços, a paz que eu enxergava era uma ilusão criada por mim, que tentava acreditar que minhas ações desmedidas estavam gerando frutos e não espinhos como realmente acontecia.

Então, eu comecei a escrever. As palavras começaram a eliminar da esponja que eu havia me tornado tudo aquilo que eu acumulei sem perceber, tudo aquilo que não me pertencia e que começava a me consumir de forma indevida. As palavras começaram primeiro a serem escritas por mim e para mim, mas depois passaram a ser construídas na intenção de atingir todas as esponjas ao meu redor que nem ao menos suspeitavam da realidade que estavam inseridas. Fiz cartas para mim mesma e também para o Universo, poesias, crônicas, bilhetes e tudo aquilo que permitia que eu me expressasse, dessa forma fui voltando a ser quem eu realmente era, livrando-me dos espinhos alheios que cresciam em torno de mim e tomavam conta do meu ar, da minha vida e dos meus padrões positivos.

Aos poucos, durante meu processo de limpeza e reconhecimento de mim mesma, passei a ver quão grande é o mundo diante dos meus braços curtos, quão pequena eu sou diante da enormidade do Universo para acreditar que consigo abraça-lo e abraçar a todos que me rodeiam. Na tentativa de desconstruir cada padrão que criei, que permiti tomar conta de mim e da minha vida, comecei a identificar pessoas ao meu redor que construíram suas identidades a partir de padrões negativos, a partir do pessimismo e das más vibrações. Comecei a perceber as relações tóxicas e me livrar delas junto a toda a negatividade que elas me trouxeram.

Escrevendo inicialmente tentei conversar comigo mesma e esclarecer meus conflitos internos, mas a realidade mostra que a maioria das pessoas empáticas, com seus corações enormes e ações guiadas mais pela emoção do que a razão tendem a ter a mesma mania de querer abraçar o mundo. Perceber que os padrões negativos, os problemas e conflitos estão entrelaçados com os padrões positivos foi o que me ajudou a encontrar o lado positivo - aquela ponta solta capaz de desembaraçar todo o fio - até nas situações mais difíceis. Perceber que eu era o jardim mais importante, e o lar de tudo aquilo que eu precisava, me levou a entender que salvar aqueles que não estão dispostos a ajudarem a si próprios é unicamente uma forma de ferir a si mesmo, tornando-se uma enorme esponja que quando chega no seu limite passa a ser um incômodo.

Cultivem seus jardins, a reciprocidade permite que você regue ao outro, mas não que você o afogue e deixe de cultivar a si mesmo. A abundância e a escassez são dois lados de uma mesma balança que ignoramos de forma inconsciente, assim como nossas próprias raízes e espinhos.